África do Sul: dicas e informações para ajudar quem planeja ir à SulSafari no Kruger, Cape Town e Garden Route

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A decisão de ir para a África do Sul foi principalmente da minha esposa. Não que eu fosse contra, muito pelo contrário, porém Jamais tinha pesquisado o que Havia de legal para conhecer lá (e tem muita coisa!). Algo que também auxiliou na decisão foi o valor das passagens (muitas vezes aparece por R$ 1400 – 1700) e o fato do vôo ser direto se voar com a LATAM ou South African Airways (SAA).

iniciamos o planejamento penso que em janeiro desse ano (2018), as passagens foram compradas em março e depois disso fizemos as reservas de hotéis, carro, safári e vôos internos até mais ou menos um mês antes, quando o roteiro estava praticamente pronto.

O objetivo da viagem foi principalmente realizar. o tal do “safári”, que é andar por Kruger National Park vendo os animais e depois completamos o restante do roteiro com dicas estudadas na internet.

Nosso roteiro ficou assim:
30/05/2018 – Vôo de SP para Joanesburgo (Latam)
31/05/2018 – Chegada em Joanesburgo
01/06/2018 – Ida para Phalaborwa (cidade/portão que usamos para entrar no Kruger)
02/06/2018 – Passeio no Kruger
03/06/2018 – Passeio no Kruger
04/06/2018 – Passeio no Kruger
05/06/2018 – Passeio no Kruger
06/06/2018 – Passeio no Kruger
07/06/2018 – Kruger para Joanesburgo
08/06/2018 – Joanesburgo para Cape Town (avião pela Kulula), início da Garden Route
09/06/2018 – Garden Route (Cape Agulhas, Plettenberg Bay, Jeffrey’s Bay, Mossel Bay)
10/06/2018 – Garden Route (Cape Agulhas, Plettenberg Bay, Jeffrey’s Bay, Mossel Bay)
11/06/2018 – Garden Route (Cape Agulhas, Plettenberg Bay, Jeffrey’s Bay, Mossel Bay)
12/06/2018 – Stellenbosch (vinícolas)
13/06/2018 – Stellenbosch (vinícolas)
14/06/2018 – Cape Town
15/06/2018 – Cape Town
16/06/2018 – Cape Town
17/06/2018 – Cape Town
18/06/2018 – Cape Town
19/06/2018 – Cape Town
20/06/2018 – Cape Town
21/06/2018 – Joanesburgo e volta para SP

Vou escrever aqui alguns tópicos gerais e depois abaixo separo por cidade/região.

Transporte

Avião
Duas companhias voam direto para Joanesburgo partindo do Brasil (Aeroporto de Guarulhos): LATAM e South African Airways (SAA). Através do que pesquisei a LATAM tem (na época desde relato) um avião um pouco mais confortável (classe econômica com mais espaço) porém demora um pouco mais para chegar até lá já que devido ao modelo de avião utilizado precisam fazer um pequeno desvio na rota em relação aos vôos da SAA (SAA mais ou menos 08h de duração contra mais ou menos 09h30 da LATAM na ida. Na volta eleva um pouco por causa dos ventos, 10h para SAA e 11h para LATAM).

As passagens de ida e volta do Brasil (São Paulo) para África do Sul (Joanesburgo) foram compradas direto pelo site brasileiro da LATAM por R$1700 cada um.
Dias antes da ida e da volta recebi um e-mail da LATAM oferecendo para realizar upgrade para a executiva através do sistema de leilão dos mesmos onde você oferece um valor e se o seu lance for aceito você ganhará o upgrade. Conseguimos o upgrade para classe executiva nos dois vôos, o que foi muito bom já que queríamos chegar em Joanesburgo descansados para fazer um passeio no dia e na volta também foi ótimo já que o voo é bastante longo que a ida.

Gosto de falar do valor pois existem muitas e muitas promoções para a África do Sul, então é sempre bom ficar de olho naqueles aplicativos que alertam sobre promoções. Também tem uma ferramenta que eu gosto muito que é o Google Flights / Google Vôos. Muita pessoas já deve conhecer, porém lá você coloca as cidades, datas, e ele apresenta o valor na grande parte das companhias aéreas, com alternativas. de voo direto ou com conexão, filtros de valores, sugestão de datas com valores mais baixos e você também pode salvar o voo para ser notificado sempre que o preço alterar. Tento sempre evitar comprar por agências e usar quando possível o mesmo site da empresa aérea: mais fácil de solucionar qualquer tipo de problema já que não depende de terceiros e quase sempre mais em conta (de vez em quando as agências tem uns preços imbatíveis).

Carro alugado
Em todas as nossas passagens por Joanesburgo estávamos com carro, então não tenho como falar sobre Uber, Gautrain etc.
Assim como com os vôos, todos os aluguéis de carros foram reservados direto pelo site da empresa depois de comparação de preço entre as maiores (Hertz, Avis, Budget, Alamo).
Logo que chegamos em Joanesburgo alugamos um Corolla Quest pela Hertz e depois na última estadia, do dia 20 para 21, alugamos um Etios pela Avis/Budget. O preço do Uber aeroporto-hotel seria mais ou menos o mesmo do carro então optamos pelo carro pela liberdade de ir onde quiser, quando quiser.
Em Cape Town alugamos também um Corolla Quest pela Avis/Budget. Essa locação foi um pouco diferente, já que pegamos no aeroporto (chegamos lá de avião) mas devolvemos na unidade deles em Cape Town mesmo, fora do aeroporto, porque usamos o carro apenas para a Garden Route e em Cape Town ficamos a pé/Uber. Falando em Uber, usamos bastante em Cape Town e deu muito certo, é ótimo para complementar as caminhadas já que decidimos não usar carro lá.
Tive um problema com a Hertz, onde o atendente colocou na locação um seguro mais caro do que a própria locação mesmo eu dizendo que não queria seguros adicionais. Depois de voltar ao Brasil mandei e-mail para eles, expliquei a situação e acabei conseguindo o reembolso do valor desse seguro. Fica a recomendação de sempre ler exatamente tudo o que está assinando, mesmo tendo fila atrás de você, etc. Na dúvida pergunte, tire foto, registre.

Dirigir na Mão inglesa
Como alguns sabem, a África do Sul usa a mão inglesa, então o volante fica do lado direito do carro e você dirige na pista da esquerda, sempre mantendo as faixas mais à esquerda (a direita é usada para ultrapassagens).
Já tive uma experiência com mão inglesa na Tailândia então não foi tão traumático quanto a primeira vez, mas ainda assim nos primeiros dias eu estava acostumando, então sempre tirava fina dos carros à minha esquerda, acionava o limpador ao invés da seta, tentava entrar pela outra porta… mas isso passa. Incrivelmente não tive problemas com o câmbio manual. A única diferença é que obviamente você troca as marchas com a mão esquerda, mas os pedais e a posição das marchas é igual no Brasil.

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Toyota Etios

Permissão para Dirigir (CNH Internacional)

Em muitos os websites que li e pesquisei diziam ser fundamental utilizar a PID na África do Sul, então fiz todo o processo pelo site do Detran SP, paguei o valor de R$282,70 + taxa dos Correios e recebi a PID em casa. Ela está traduzida em muitos idiomas, refletindo os dados e categoria da sua CNH inclusive validade.

Durante a locação dos carros eu sempre entregava ela com a brasileira porém sempre me devolviam ela e só utilizavam a brasileira. Talvez realmente seja necessário caso seja parado pela polícia por exemplo, mas na viagem acabei não usando para absolutamente nada. Em todo caso, é melhor ter.

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Clima

A África do Sul está no hemisfério sul Bem como o Brasil então o clima de lá é considerada parecido com o nosso e nas mesmas épocas do ano.

Sim, faz frio por lá! Enquanto estávamos no Kruger (mais ao norte do país) normalmente pegávamos algo em torno de 12 graus de manhã e de noite e 20, 23 graus no decorrer o dia depois que o sol saía.

Já em Cape Town e Garden Route esfriou muito mais, ficando uns 8 graus de manhã e noite e frio durante o dia inteiro.

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Hospedagens
Todas nossas reservas foram feitas pelo Booking, exceto Cape Town e Stellenbosch que fizemos pelo Airbnb e as estadias dentro do Kruger que obrigatoriamente são feitas pelo site do South Africa National Parks (SANParks) caso você não esteja ficando em nenhum lodge privado.

Em muitos os lugares que ficamos hospedados não tivemos nenhuma decepção, muito pelo contrário. Os lugares foram sempre ótimos, seja por causa do staff gentil, do quarto bom, do café da manhã completo ou uma fusão de todos.

O único “problema” que tivemos foi em Agulhas, mas a culpa foi totalmente nossa. Reservamos sem ter atenção no tipo de acomodação (veja muito mais no item Garden Route).

Para reservar seja pelo Booking ou pelo Airbnb não tem muito segredo. Ler os reviews dos últimos meses, especialmente os negativos, ver se o lugar tem todos os itens que você precisa (ar condicionado, estacionamento, etc) e especialmente no caso do Airbnb, observar muito bem as fotos. Vá passando as fotos e na sua cabeça tentando juntar uma com a outra, fazendo uma planta mental do lugar e prestando atenção no tamanho dos cômodos, banheiro, cozinha. Uma vez nos hospedamos no Rio de Janeiro em um quarto hiper pequeno porque fomos enganados pelas fotos. Não tinha nada de errado, a descrição correspondia exatamente ao que encontramos, mas as fotos foram tão bem tiradas que parecia um lugar com vários cômodos.

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Febre Amarela e Malária

A África do Sul está na lista dos países que pedem o declaração de vacina contra febre amarela. Apesar de não terem pedido para nós nem no checkin da LATAM e nem na chegada, é fundamental

Além da vacina, que bastante gente deve ter tomado no surto atual precisa ter o certificado internacional expedido pela Anvisa e nesse caso só serve a dose integral e não fracionada.

Como tomamos a vacina e fizemos o declaração alguns anos atrás para viajar para a Tailândia já não lembro bem o processo, mas com certeza é algo fácil de achar na internet.

A malária é um grande problema na África em geral. Na África do Sul ela só está presente na região do Kruger e pelas nossas pesquisas o maior problema é no verão, quando tem mais mosquitos. Existem remédios e repelentes que podem minimizar o risco de contrair a malária. Os repelentes precisam ser a base de DEET ou licaridina com concentração acima de 30% para adultos e de até 10% para crianças.

Tentamos comprar o repelente em uma farmácia antes de chegar no Kruger e os que encontramos não chegavam a 30%, não sei se talvez por termos ido no inverno eles não tem tantas opções assim. Acabamos comprando um em bastão mas chegando no parque vimos que realmente não tinha mosquito e então acabamos não usando o repelente todos os dias.

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Crise de água
A região de Cape Town está passando por uma crise de água bastante forte. Apesar de não haver fiscalização (pelo menos para nós turistas, pelo que pude reparar) a regra é usar 50 litros de água por dia por pessoa.
As recomendações que todos os lugares informam são as seguintes:
– Usar a água do chuveiro apenas para se molhar antes de ensaboar e depois para tirar o sabão
– Dar preferência ao alcool gel ao invés de lavar as mãos
– Descarga na privada só para o que é sólido
– Coletar água do chuveiro com balde enquanto a água não esquenta e reutilizar na privada por exemplo
– Tomar água de garrafa (que vem de uma fonte diferente/longe da região)
– Locadoras de veículos não estão lavando os carros

O Dia 0 (quando as torneiras serão/seriam desligadas) estava programado para o primeiro semestre de 2018 e foi postergado para 2019 por enquanto, mas é importante economizar o máximo possível.

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Dinheiro
A moeda usada na África do Sul é o rand (sigla ZAR). Na cotação comercial 1 real = 3,50 rand, mas claro que não é essa cotação que vamos conseguir fazendo o câmbio, é mais uma referência.
Aqui no Brasil algumas casas de câmbio já vendem o rand mas não achei vantajoso comprar por aqui. Mesmo tendo que fazer duas conversões, valeu mais a pena trocar dólares aqui e chegando lá trocar por rands. A cotação fica em torno de 11 a 12 rands por dólar.
Trocamos duas vezes, uma no aeroporto de Joanesburgo e uma no aeroporto de Cape Town. Talvez algumas casas de câmbio na cidade pagassem um pouco melhor, mas preferimos a comodidade de trocar direto no aeroporto.
Usamos cartão de crédito algumas vezes também e quase não tivemos problema. É amplamente aceito e funcionou bem.

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Idioma
Segundo a Wikipedia, a África do Sul tem 11 idiomas oficiais sendo um deles o inglês e os outros dialetos de regiões do país.
Mesmo com tantos idiomas não tivemos nenhum problema para se comunicar. Todos com quem falamos (hotéis, guias, restaurantes, Uber) falavam muito bem o inglês. As placas de sinalização, outdoor, lojas também são todas em inglês.

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Chip de celular/Wi-fi

Ainda no aeroporto em Joanesburgo compramos chip de celular na Vodacom. Vodacom fica logo após do desembarque, quando pegamos as malas e saímos da área segura, à direita.

Na Vodacom você adquire o chip (se não me engano por 100 rand) e coloca créditos no valor do pacote que você pretende ativar. O mesmo atendente realizou todo o processo para mim. A princípio a gente ia portar um pacote de 3GB porém na hora preferi pecar pelo excesso e comprar um de 5GB (400 rand) e foi uma ótima decisão já que no Kruger era raríssimo conseguir wifi. Deu pra usar sem miséria e acabamos a viagem com o pacote no limite, faltando uns 200MB pra acabar.

Pelo site da Vodacom África do Sul (https://www.vodacom.co.za/) é possível consultar os planos e valores (procure pro Prepaid Data Plan) para ter uma ideia do quanto vai gastar com isso.

Assim como no Brasil, wi-fi existe em hotéis, restaurantes maiores, shoppings e algumas atrações turísticas. Não é muito seguro depender do wi-fi apenas.

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Tomada
Em toda a África do Sul o padrão de tomada que mais encontramos foi o chamado “padrão M” (veja foto abaixo) e em pouquíssimos lugares, aparentemente mais novos/reformados, o padrão N (o mesmo “padrão novo” do Brasil). Apesar de parecidos (pinos redondos lado a lado) o padrão M não é compatível com o N, sendo necessário o uso de um adaptador. Aquele adaptador de viagem universal comum não é compatível com o padrão M da África do Sul, ele não está naquele adaptador. É preciso comprar um específico para a África do Sul.

A gente queria muito já sair do Brasil com o adaptador na mala, assim teríamos certeza que conseguiríamos carregar nossos celulares e câmera quando chegássemos lá mas no Mercado Livre só encontrei um específico para a África do Sul por mais de 100 reais.
Na loja da Vodacom no aeroporto eles vendiam mas se não me engano custava 399 rands (mais de 100 reais). Deixei para ver isso depois e acabamos comprando no mercado Pick n’ Pay um adaptador simples. Não me lembro quando custou mas não passou de uns 20 reais. Começamos a observar nos mercados e muitos deles vendiam o adaptador, bem como extensão e todo o tipo de acessório elétrico.

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Adaptador

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Padrão M das tomadas da África do Sul

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GPS
Como faço em todas as viagens, antes de sair do Brasil baixei o Here Maps no celular e baixei os mapas da África do Sul nele, assim poderia usar o GPS offline na África do Sul sem necessidade de internet. Baixei também os mapas do Google Maps mas especificamente para download de mapas offline não gosto do esquema dele de ficar baixando pedaço por pedaço, parece que sempre vai ficar faltando alguma região.

Chegando lá usei inúmeras vezes o Here Maps com mapas offline, mas já que tínhamos internet e pela comodidade de pesquisar o lugar no Google e já clicar para traçar a rota, acabamos usando o Google Maps online mesmo. Ambos funcionaram muito bem.

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Joanesburgo

Hospedagem
No total ficamos apenas três noites em Joanesburgo. Pra ser sincero não nos empolgamos tanto com os atrativos da cidade principalmente pelos inúmeros relatos de violência e insegurança por lá. Acabamos dormindo em Joanesburgo apenas o necessário (uma noite entre a chegada do Brasil e a ida pro Kruger, uma noite na volta do Kruger antes do voo para Cape Town e uma noite depois do voo para Cape Town antes da volta para o Brasil) e nesses dias fizemos as poucas coisas que queríamos.
Como ficamos na cidade apenas no intervalo dos vôos achamos que seria uma boa ideia nos hospedar próximos ao aeroporto. Não tão próximo para fugir dos preços cobrados pelos hotéis que ficam dentro/em frente ao aeroporto mas próximo o suficiente para chegar no aeroporto em 15 minutos.
Depois de ver pelo Booking várias propriedades, comentários etc etc decidimos ficar no Sleep Eezy Cottages, na cidade de Benoni (como se fosse uma “grande Joanesburgo”). Ótima escolha! Pousada muito aconchegante, bem decorada, com piscina (mas fomos no inverno) e os donos são muito gente boa – um casal de ingleses que está na África do Sul há 44 anos.
O endereço é 8 Chaucer Road, Farrarmere, 1501 Benoni e pagamos 850 rands por noite com o café da manhã.

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Ao invés de orvalho, a mesa amanhecia congelada mesmo

Refeições
Como nosso tempo em Joanesburgo foi curto não comemos em muitos lugares mas vou deixar aqui os lugares que fomos mais por preciosismo meu mesmo e também para que tenham noção dos valores.

Em Benoni (cidade do nosso hotel) jantamos no Del Forno, recomendado pelo dono do hotel e que vale escrever um parágrafo inteiro.
Eles servem pizza e massas, fomos de pizza. A pizza era muito boa, e quando o dono viu que éramos brasileiros colocou uma moça que falava português (Portugal) para nos atender, nos deu uma limonada de cortesia e depois veio sentar na mesa para conversar com a gente. Ele também falava português, perguntou o que estávamos fazendo, qual era nossa programação. Explicamos que programamos poucos dias livres em Joanesburgo com medo da violência e ele disse que não era nada grave assim, disponibilizou o motorista dele (português) para nos levar ao centro algum dia, sem custo. Parece um pouco estranho sim, até ele mesmo comentou com a gente que entenderia se não quiséssemos, e acabou passando o telefone/Whatsapp dele para pedirmos ajuda em caso de qualquer problema que tivéssemos na África.
Ele comentou que a violência em Joanesburgo não é muito diferente das grandes cidades do Brasil por exemplo. É só não dar bobeira com coisas a mostra, passar com cuidado no semáforo vermelho que fica em uma região suspeita etc.
Pizza + sobremesa por 160 rands.

Fizemos compras no mercado Pick n’ Pay, que fica no mesmo centro comercial do restuarante acima (Farrarmere Shopping Centre).
No primeiro dia almoçamos no restaurante do Maropeng – Cradle of Humankind antes da nossa visita ao museu. Dois pratos de massa + bebida por 140 rands.
Na segunda passagem por lá, almoçamos no Wimpy do shopping Sandton City. Dois lanches + bebidas por 220 rands. O hambúrguer do Wimpy é idêntico ao hambúrguer congelado de caixinha tipo Sadia, Aurora ou similar. É gostoso, quebra o galho mas não é incrível não.

Atrações
Assim que chegamos do Brasil deixamos as malas no hotel e fomos para o Maropeng – Cradle of Humankind, que é reconhecido como o lugar onde toda a humanidade foi formada. O lugar estava a mais ou menos 80km de nós mas levamos em torno de 1h30min porque pegamos bastante trânsito, já que todo o caminho é feito pelas estradas na região de Joanesburgo. Chegamos cansados, com chuva e fome. Almoçamos por lá mesmo e depois do almoço fomos para o museu, que começa com algumas estatísticas de animais e espécies que viviam no mundo milhões de anos atrás. Tem também um pequeno passeio de barco em um mini rio passando pelos quatro elementos básicos para a vida e depois chegamos na exposição, com várias atividades interativas e esqueletos já encontrados. Queríamos também visitar as cavernas, que ficam próximas, mas com a chuva desistimos.

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Entrada do museu

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O museu é subterrâneo neste prédio

Na segunda passagem por Joanesburgo decidimos ir passear no shopping Sandton City. Fica em Sandton, uma região comercial muito bonita e desenvolvida da cidade. O shopping é grande, com várias marcas locais, internacionais e opções de comida. É integrado com outro shopping no mesmo complexo e dá acesso à Nelson Mandela Square, que tem a famosa estátua do Nelson Mandela.

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Nelson Mandela Square

E por fim, na nossa terceira passagem por lá, não é bem uma atração mas fomos no Atlas Mall, que é mais uma galeria com algumas lojas de roupas, farmácia, mercado, artesanato. É totalmente dispensável, só fomos lá porque queríamos comprar mais algumas coisas na farmácia e loja de bebidas antes de voltar para o Brasil e lá foi o lugar mais próximo do hotel em Benoni que encontramos.
Falando em bebidas, algo curioso é que de bebidas alcoólicas os supermercados só vendem vinhos. Todo o resto, inclusive cerveja, só é vendido nos Liquor Shop. Normalmente as grandes redes de mercado tem uma Liquor Shop da mesma marca do mercado ao lado, mas é sempre uma loja separada, com caixa separado, talvez horário de funcionamento diferente etc.

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Kruger National Park

No Kruger ficamos no total 5 dias e 4 noites. Não que tenha sido um exagero, mas depois de ter ido podemos dizer que 3 ou 4 dias já seriam suficientes para a maioria das pessoas. Ficamos tudo isso porque tínhamos dias disponíveis de férias e também como decidimos rodar o parque todo por conta própria com o carro alugado (self drive) estávamos com medo de ficar poucos dias e quase não ver nenhum animal, mas logo no primeiro dia esse medo foi embora. Com uma ou duas horas de parque já tínhamos visto impalas, zebras, girafas e elefantes. É muito fácil ver os animais, eles simplesmente aparecem (exceto felinos, rinoceronte etc que realmente é mais difícil).

Assim como falei mais acima no item chip de celular/wi-fi, no Kruger praticamente não existe wi-fi. Só encontramos em Skukuza e apenas no restaurante – não tenham esperanças de que vai funcionar no chalé porque as acomodações não ficam tão perto assim do restaurante.
Nosso chip de celular da Vodacom funcionou 100% do tempo nos restcamp e com ótima velocidade (3G/4G). Durante o dia ficávamos sem sinal no meio do parque, mas nos restcamp sempre funcionou muito bem.

No dia 01 viajamos de Joanesburgo para Phalaborwa, a cidade que fica vizinha ao portão do Kruger de mesmo nome e onde entraríamos no parque no dia seguinte. Pagamos dois pedágios, de 59 e 88 rand.
Nos dias 02 a 06 ficamos dentro do Kruger fazendo os self drive, nos hospedando e fazendo as refeições nos restcamp dentro do Kruger. Ficamos hospedados em três restcamp: Olifants, Satara e Skukuza. No último dia saímos do Kruger às 16:00 e fomos até a cidade de Nelspruit onde dormimos (pedágio de 67 rand).
No dia 07 viajamos de Nelspruit de volta para Joanesburgo. Assim como na ida, pedágios de 88 e 59 rand.

Geral (Portões, Camps, Self Drive, Game Drive, animais)
Como você já deve saber se está planejando ir ao Kurger, ele é um parque nacional que ocupa cerca de 20.000 km² e faz fronteira com Moçambique. O parque foi criado no início do século XX para proteger a fauna da região.
Ele tem vários portões de entrada localizados ao longo de toda sua extensão por onde os carros entram. Dentro do parque existem restcamps, que são complexos cercados com restaurante, posto de gasolina (a maioria deles), quartos e outras comodidades feitos para você se hospedar caso queira passar mais de um dia no parque sem ter que sair, dormir em uma cidade próxima e voltar.

Os portões tem horário de funcionamento certo que depende da época do ano. Nesta época que fomos (junho) os portões ficam abertos entre 06:00 e 17:30. Não é permitido dirigir no parque fora desse horário. Os que tem reserva devem estar dentro dos seus restcamps antes do horário de fechamento e os que não tem reserva devem sair do parque também antes do fechamento dos portões sob risco de multa.

Não é permitido em hipótese alguma sair do carro no Kruger, exceto em área permitida (restcamp, área de picnic/descanso e mirantes). Programe-se para ficar horas no carro sem poder ir no porta malas mexer na mala ou sair do carro para ir ao banheiro (ou ao mato :D).

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Mirante no Kruger

A diária no parque custa 331 rand por adulto por dia (para estrangeiros), não importa se estão hospedados dentro do parque ou se irão apenas passar o dia. Mesmo estando hospedado é necessário pagar o valor da diária por todos os dias que estiver lá.
O Wild Card permite entrada de graça em todos os parques SANParks por um ano ao custo de 2450 rand por pessoa (pacote International All Parks Cluster que é o único que estrangeiros podem comprar). Dependendo da quantidade de dias ou se irá visitar outros parques pode valer a pena.

site do próprio parque tem muitas informações úteis para quem visita, além de ser o local onde as reservas são feitas. Recomendo que explorem bastante o site: https://sanparks.org/parks/kruger/

Existem duas modalidades para conhecer o parque: Game Drives e Self Drive.
Os Game Drive são passeios oferecidos pelo próprio Kruger ou Lodges privados naqueles carros típicos de safári com motorista/guia. Já o Self Drive, como o nome diz, é a possibilidade de dirigir no parque por conta própria, com seu próprio carro (que pode ser alugado, claro). Além disso, existem alguns passeios adicionais oferecidos pelo SANParks nos restcamp como morning walk (caminhada matutina) ou night drive (passeio noturno em carro de safári com motorista).

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Night Drive

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Night Drive

Como gostamos de flexibilidade e liberdade de fazer as coisas por conta própria decidimos nos hospedar no Kruger e fazer o self drive todos os dias com nosso carro alugado. Como já falei antes, tínhamos medo de ver poucos animais mas logo esse medo foi embora, é muito fácil ver os animais e vimos muitos deles. Provavelmente estou esquecendo de algum, mas nos nossos dias no Kruger vimos impala (de longe é o que você mais irá ver no parque, segundo SANParks existem mais de 130 mil impalas no parque), elefante, girafa, zebra, macaco, kudu, gnu, warthog, pangolim, coelho, tartaruga, hipopótamo, búfalo, leopardo, hiena. Infelizmente nenhum leão (em compensação vimos leopardo) e nem rinoceronte, mas não ficamos chateados de jeito nenhum porque já não esperávamos ver muita coisa.

Dirigir no parque também é muito fácil. Existem estradas de asfalto e terra, a velocidade máxima é de 50km/h no asfalto e 40km/h na terra mas provavelmente você não vai querer passar disso porque começa a ficar ruim de observar os animais no meio do mato.
Em todas as intersecções de estradas existem placas dizendo o nome/número da estrada, para onde ela leva e a distância correspondente.
Nos guiávamos durante o dia com o Google Maps, placas e mapa do parque em PDF com a identificação dos pontos principais e estradas.
É importante ficar atento às distâncias e tempo sugerido, já que a velocidade média é baixa você demora muito tempo para percorrer pouca distância. O SANParks divulga uma tabela de distância e tempo entre camps e portões e é uma ótima forma de se planejar para não chegar tarde no camp.

Mapa em PDF: kruger-park-map-pdf
Distâncias: KNP_distances_beween_camps

No início estávamos um pouco perdidos, sem saber por onde dirigir, onde ir. Na entrada do parque e em todos os camps vimos um mapa da região próxima com imãs grudados mostrando a localização onde os bichos mais populares (rinoceronte, elefante, leão, leopardo, búfalo…) foram vistos no dia anterior e no dia atual. Baseando-se nessas marcações decidimos por onde começaríamos a dirigir e depois disso foi um misto Google Maps, placas e mapa em PDF.

Além do self drive decidimos fazer algum passeio guiado do SANParks e escolhemos fazer o night drive em Skukuza, já que para os visitantes não é permitido dirigir a noite. O passeio tem duração de duas horas e é feito em carro de safári com um motorista/guia. Ele dá uma lanterna de longo alcance pra cada lado do carro e diz que caso as pessoas vejam algum animal é pra gritar STOP que ele pára, volta e vê qual é o animal, explica etc. O guia também diz que depende muito da sorte, eles não sabem onde os animais estão, então é possível que não veja nenhum animal como também é possível que veja os Big Five em apenas uma noite.
No nosso night drive vimos logo no começo uma leopardo fêmea sozinha pela estrada e mais um no final, um pangolim (aparenta ser um bicho raríssimo, a nossa motorista ficou pasma e não acreditava que tinha visto ele), um casal de hienas com um filhote recém nascido, um gato do mato, hipopótamos fora da água, zebras, impala.

Alguns dos animais que vimos

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Impala

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Kudu

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Leopardo

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Hiena

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Hiena com filhote

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Pássaro lindo que estava por todas as partes. De acordo com o Google é um Greater blue-eared starling, Lamprotornis chalybaeus

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Não sei que bicho é esse

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Kudu e Impalas

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Impala

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As vezes você fica preso no trânsito… nesse ai ficamos uns 10 minutos esperando essa galera comer

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Impalas

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Kudu

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Gnu

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Esse foi uma baita história! No nosso último dia decidi entrar em uma estrada de terra e demos de frente com esse elefante vindo em sentido contrário. Esperei um pouco e ele continuou vindo pelo meio da estrada. Dei ré, esperei, ele veio, dei ré, esperei, ele veio […] até que desistimos e fomos embora. Depois, conversando com o Lawrence dono da pousada em Joanesburgo ele disse que quando os elefantes ficam bravos eles abanam a orelha querendo dizer que está nos expulsando – considerando isso, esse aí estava BEM bravo

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Warthog (que não é Javali)

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Panorama Route
A Panorama Route é um trecho da estrada R532 e a R534 com belas paisagens e pontos de parada/observação próximos a Graskop. Se você está dirigindo até o Kruger desde Joanesburgo é um pequeno desvio de caminho. Existem pessoas que separam um ou dois dias apenas para as atrações da Panorama Route mas como nosso foco era o Kruger, passamos apenas em algumas atrações na nossa ida.
Passamos pelo Pinnacle (uma grande pedra em formato de abacaxi no meio de um vale), God’s Window (mirante), Wonder View (mirante) e Bourke’s Luck Potholes (pedras com buracos feitos pelas águas).
A entrada no Wonder View é gratuita, Pinnacle e God’s Window custam 15 rands por pessoa e Potholes 55 rands por pessoa.

Refeições
No dia da ida até Phalaborwa almoçamos na estrada. Encontramos pelo TripAdvisor um restaurante/cervejaria com boas recomendações em Sabie, chamado Sabie Brewing Co. Comemos um prato de fish and chips e um frango, com bebidas por 210 rand.

No Kruger é um pouco mais complicado. Normalmente os restcamp tem apenas um restaurante e sem muitas opções (compreensível, já que ficam no meio do parque e imagino que o transporte de comida para lá seja difícil e caro).
Jantamos todas as noites nos restaurantes dos camps que estávamos hospedados. Não gostamos muito do restaurante de Olifants e Satara (se chama Tindlovu, a carne não estava legal) mas gostamos muito da comida do restaurante de Skukuza (de uma rede chamada Cattle Baron que inclusive tem unidades fora do Kruger e em outros parques também).

Para almoço sempre comprávamos algumas coisas na lojinha/minimercado do camp na noite anterior e fazíamos lanches para o dia seguinte, já que seria complicado ficar parando em restaurante porque não teríamos muita liberdade de andar pelo parque, sempre tendo que estar próximo a um camp.

Em Nelspruit depois que saímos do parque, jantamos no Dros, sugestão do dono do hotel. Ambiente legal e cardápio muito bom, com várias opções. Pedimos um Sirloin de 400g com pão de alho + bebidas por 250 rand.

Hospedagem
Vou dividir por cidades já que na primeira e última noite dormimos fora do parque e o restante dormimos dentro do Kruger.

Phalaborwa
Escolhemos dormir em Phalaborwa na primeira noite por alguns motivos: 1) Planejamos entrar no Kruger pelo meio e dirigir até o sul, então o portão Phalaborwa pareceu um bom lugar já que fica mais centralizado no parque. 2)Seria um gasto a toa dormir dentro no Kruger (que custa mais caro do que uma pousadinha simples) já que sairíamos de Joanesburgo cedo, viajaríamos boa parte do dia e chegaríamos no Kruger já tarde. 3) Como queríamos parar em algumas atrações da Panorama Route poderíamos não ter tempo hábil de sair de Joanesburgo, passar pela Panorama Route e chegar a tempo de entrar no Kruger e dirigir até o camp antes do fechamento dos portões.

Decidimos dormir no Normann Safari Bush Lodge, endereço Plot 41, Silonque, 1390 Phalaborwa (segue as coordenadas porque o endereço não é muito certo já que fica em uma estrada de terra: -23.891823, 31.116432). Pagamos 800 rands pelo quarto com café da manhã.

O “quarto”, que se chamava Kudu, na verdade eram dois quartos com cama de casal e um banheiro em comum. Mesmo colocando duas pessoas no Booking estavam, não sei porque, esperando que quatro pessoas fossem se hospedar.
Quarto bem rústico mas com tudo que precisávamos: água quente, ar condicionado, frigobar e uma boa cama. A cama tinha mosquiteiro em volta (lembrava aquelas camas de rico, de princesa 😀) por causa dos mosquitos presentes na região, apesar de que no inverno não tivemos problema nenhum com eles.
A pousada/hotel tem piscina e oferecia um ótimo café da manhã, muito caprichado com frutas, cereais, torradas, ovos, bacon etc.

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Nosso quarto

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Estrelas no hotel em Phalaborwa

Kruger National Park
Uma das partes mais difíceis do planejamento foi escolher onde ficar no Kruger. Com o nosso medo de não conseguirmos ver muitos animais, queríamos ficar em algum camp com maiores chances de ver algum animal. Lemos que o Lower Sabie era ótimo mas quando fomos reservar, tarde demais, estava esgotado.
Decidimos ficar uma noite no Olifants, uma noite do Satara e duas noites no Skukuza.
Fizemos esta “tática” porque iríamos entrar por Phalaborwa e sair por algum portão ao sul, então precisávamos sempre estar nos deslocando em direção ao sul. Seria ótimo ficar todos os dias em um só camp, evitaria abrir e fechar mala todo dia mas isso não te dá muita mobilidade pelo parque, já que as distâncias entre os camps são grandes e a média de velocidade baixa. Ficando em um só camp você não teria muitos lugares diferentes para passear durante os dias.

Todas as reservas do Kruger foram feitas pelo site oficial do SANParks (https://www.sanparks.org/parks/kruger/) e todas as reservas tem que ser pagas no momento da reserva.
Você pagará pelo quarto, pelo ingresso por dia/por pessoa e pelo site também já é possível agendar atividades (night drives, morning walk etc).

No site você consegue ver os vários tipos de acomodação em cada camp (Bungalow, Guest House etc) e as comodidades (apenas geladeira, fogão, utensílios, cozinha completa…) e escolher o que melhor se adequa.
Pagamos em torno de 1200 rands por noite/por quarto, varia um pouco de acordo com a categoria do quarto (eles tem vários códigos internos) e de acordo com o camp.

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Bungalow

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Por dentro do quarto (desculpem a bagunça!)

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Área de camping, trailer e motorhome no restcamp Skukuza

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Em todos os restcamp que ficamos a geladeira era protegida de alguma maneira, para os macacos não assaltarem. Nesse foi o mais extremo de todos: ficava dentro dessa gaiola, trancada com cadeado (e a chave ficava junto). Provavelmente os macacos aprenderam a abrir o trinco da gaiola e precisaram colocar os cadeados (ainda não aprenderam a abrir com a chave que fica junto)

Nelspruit
Assim como na chegada em Phalaborwa, não valia a pena dormirmos dentro do Kruger e sair no dia seguinte cedinho direto para Joanesburgo já que a hospedagem no Kruger é mais cara que uma pousadinha fora dele. Então no nosso último dia de parque rodamos o dia todo e lá pelas 16:00 saímos do parque pelo portão Malelane e dirigimos até Nelspruit, a maior cidade da região.
O hotel foi escolhido apenas pela nota/comentários/valor no Booking, não tínhamos nenhuma preferência de localização.
Fizemos uma ótima escolha, os quartos tinham aparência de ser bem novos, eram amplos, bonitos e limpos. Pagamos 650 rands (o mais barato da viagem).
Endereço: 12 Republiek Cres, 1200 Nelspruit

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Garden Route

Atrações/trajeto
A tão esperada Garden Route! Mas para ser sincero, não achamos ela espetacular. É uma estrada bonita que leva para várias cidades do litoral, ponto. Sei que grande parte dessa nossa impressão foi por ter ido no inverno e com templo nublado então não conseguimos aproveitar muito das praias e também por termos passado antes pela Panorama Route na região do Kruger, que é uma estrada muito bonita.

Saindo de Cape Town nossa primeira “parada” foi em Hout Bay. Passamos por uma estrada muito bonita até chegar lá e depois pegamos a Chapman’s Peak Drive que nos levou de Hout Bay até o Cabo da Boa Esperança.

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Caminho de Cape Town para Hout Bay

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Hout Bay

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Mirante na Chapman’s Peak Drive

Chegando no Cabo da Boa Esperança aparentemente ele fica dentro de um parque nacional e o ingresso era de 147 rands por pessoa. Como nossa intenção era só tirar uma foto e ir embora acabamos nem entrando.
Na volta passamos por Simon’s Town, uma cidade de praia bem bonitinha onde fica a famosa Boulder’s Beach com seus pinguins. Com o tempo nublado e a insegurança de deixar o carro alugado cheio de malas no estacionamento com um guardador decidimos não parar ali e seguir nosso caminho para destino final, a cidade de Agulhas, onde ficamos hospedados e onde se localiza o Cabo Agulhas, ponto mais ao sul do continente africano (pra mim muito mais interessante e relevante do que o turístico Cabo da Boa Esperança).

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Cabo Agulhas

A cidade de Agulhas é bem pequena, vazia e o ponto mais ao sul não tem grandes atrativos, ainda mais com o tempo nublado e frio. Tiramos algumas fotos e seguimos para Knysna (paramos para almoço), Brenton on Sea – um bairro um pouco afastado de Knysna com uma praia muito bonita, e finalmente Plettenberg Bay onde dormimos.

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Mirante em Brenton on Sea

No dia seguinte na ida até Jeffrey’s Bay passamos por Nature’s Valley mas com o tempo chuvoso não fomos até a praia. É uma vila bem tranquila com várias casas e chalés muito bonitos.
Depois de um pedágio de 50 rand na N2 chegamos no Garden Route National Park, comumente chamado de Tsitsikamma que na verdade é o nome daquela região específica do parque. A entrada custou 218 rand por pessoa e lá no parque fizemos duas trilhas a pé de 1km cada e duração de 1h a 1h30: Mouth River Trail, que leva para a famosa Suspension Bridge e Loerie Trail que sobe toda a montanha na lateral da estrada interna e chega em um belo mirante com vista de todo o mar. A entrada da Loerie Trail fica na segunda lombada após a lojinha (parece um detalhe bobo mas não é tão perto do estacionamento como a Mouth River Trail e a chegada até ela não é sinalizada, então achei relevante colocar caso alguém que leia este relato decida ir).

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Trilha Mouth River

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Trilha Mouth River

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Trilha Mouth River

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Trilha Loerie

O trecho entre Jeffrey’s e Mossel Bay foi sem paradas e em Mossel Bay fomos no Museu do Bartolomeu Dias, o que foi uma grande decepção. O museu aparenta estar meio abandonado, vazio, poucos objetos interessantes e a entrada na réplica do navio estava fechada.

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Museu Bartolomeu Dias

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Réplica da caravela de Bartolomeu Dias. Em 1988 essa réplica foi levada navegando de Lisboa até Mossel Bay

A caminho de Stellenbosh fizemos um (grande) desvio para conhecer as Cango Caves que ficam perto de Oudtshoorn. Eles oferecem dois tipos de passeio, um de 1h e outro mais avançado de 1h30 que precisa passar por algumas partes bem claustrofóbicas, eles inclusive tem uma réplica em tamanho real das passagens para as pessoas testarem.
Fizemos o de 1h. O passeio é obrigatoriamente guiado, custa 120 rand por pessoa e sai de hora em hora, sem necessidade de agendamento.
Não se tem registro de quando as cavernas foram descobertas mas comenta-se que um de seus salões foi descoberto em 1780 por um fazendeiro holandês. Nunca estivemos em uma caverna grande assim, então foi impressionante. Vários salões com belíssimas formações de estalactites, estalagmites e as duas unidas.

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Cango Caves

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Cango Caves

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Cango Caves

Em Stellenbosch visitamos a vinícola Jordan Wine e fizemos o tour Cellar & Wine que incluía ver como é o processo de fabricação dos vinhos deles e uma degustação de seis vinhos, custando 150 rands por pessoa. Chegando lá aparentemente não tinha mais ninguém agendado e o tour foi feito só para nós dois. Gostamos de tudo! Os vinhos são muito bons (tanto é que trouxemos oito garrafas para casa 😮), o rapaz que nos acompanhou era muito simpático e explicou tudo muito bem. Aproveitamos para almoçar lá e também foi ótimo.
Se você considera fazer alguma degustação e estiver dirigindo sugiro ficar pelo menos um dia completo em Stellenbosch (duas noites).

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Almoço na vinícola

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Parte da degustação

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Fabricação e envelhecimento dos vinhos

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Fabricação e envelhecimento dos vinhos

Hospedagem
Agulhas
Ficamos no L’Agulhas Homestay. Foi muito estranho quando chegamos porque estava tudo apagado, era uma casa comum, sem nenhuma identificação nem nada. Uma menina (de 12, 14 anos) veio nos receber e em seguida veio a mãe dela, que nos levou para o quarto e mostrou o nosso banheiro. Apesar do quarto ter uma porta direto para a rua/quintal, ele ficava dentro da casa da família e dava acesso direto à casa deles. Foi aí que tudo fez sentido: na hora de reservar nem nos atentamos ao “homestay”, achando que seria mais uma pousadinha. Nos perguntaram se pretendíamos tomar café da manhã em algum lugar e se ofereceram para preparar um café da manhã, que não estava incluso na diária. No fim das contas não tinha nada de errado, mas fica a lição mais uma vez de sempre observar o lugar que estamos reservando nos mínimos detalhes.
L’Agulhas Homestay (700 rands)
4 Hoffman Street, 7287 Agulhas

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L’Agulhas Homestay

Plettenberg Bay
Ficamos no Anchorage Guest House, um belo lugar cuidado pelo dono e sua esposa, ambos já idosos. Foi realmente onde nos sentimos em casa, fomos muito bem recebidos, o café da manha era incrível. O lugar em si parece um grande chalézão, com alguns quartos privativos no térreo e dois no andar de cima. No térreo todos os quartos dão para uma grande sala com televisão, sofás e lareira onde também fica o espaço do café da manhã com uma grande mesa comum.
O quarto era ótimo, grande, limpo, café da manhã farto e os donos eram ótimas pessoas.
Anchorage Guest House (540 rands)
12 Entaa Drive, 6600 Plettenberg Bay

Jeffrey’s Bay
Ficamos na JayBay House. Junto com Mossel Bay (abaixo), esse lugar parecia mais hotel e menos pousada em relação aos outros. O quarto também era muito bom, grande e o café da manhã foi excepcional, farto, no andar superior com vista para o mar.
JayBay House (820 rands)
8 Verbena Circle, 6330 Jeffreys Bay

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JayBay House

Mossel Bay
Ficamos no Lavandula Manor. Acho que podemos considerar essa como a melhor estadia que tivemos na viagem. Não que qualquer outro lugar tenha sido ruim, muito pelo contrário, escolhemos muito bem todos as pousadas/hotéis e não tivemos problema com nenhum, mas o banheiro do nosso quarto era sensacional. Todo em mármore (posso estar falando besteira mas pelo menos era muito parecido) e grandioso: uma banheira imensa, duas pias e a área do chuveiro era também imensa. O quarto também era muito legal e confortável mas o ponto alto foi o banheiro.
A chegada foi um pouco estranha, já que eles dividem a recepção com um consultório de dentista mas não tivemos nenhum problema.
Lavandula Manor (850 rands)
121 Marsh Street, 6500 Mossel Bay

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Banheiro do quarto em Mossel Bay

Stellenbosch
Ficamos em uma casa reservada pelo Airbnb. Fácil acesso, entrada privativa separada da casa principal, quarto bem equipado e banheiro bom. Pagamos R$320 por duas diárias.

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Airbnb em Stellenbosch

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Airbnb em Stellenbosch

Refeições
Assim como na seção do Kruger e Joanesburgo, vou colocar aqui alguns dos lugares que comemos para que possam se basear em preço ou até mesmo ter como opção para sua viagem.
Agulhas: Jantamos no Crafty Pig (184 Main Road), um misto de barzinho e restaurante. Eles tem pizzas, hambúrgueres e carnes. Era um dos poucos restaurantes da região, eles ficam todos próximos uns aos outros na avenida principal e tem uns três ou quatro por lá. Pedimos uma pizza, pão de alho, água e cerveja (Camelthorn Weiss, da Namíbia) por 150 rands.
Knysna: Almoçamos no 34 South. Pedimos de entrada uma ostra crua e porção de seis ostras com queijo e alho (para provar, nunca tinha experimentado ostra) e um prato com arroz, batata, camarão, lula e salada. Estava ok, nem muito bom e nem muito ruim. Achei péssima a ostra pura, ainda na concha, mas a porção com queijo e alho estava gostosa, provavelmente mais por causa do tempero do que pela ostra. Total de 370 rands.
Tsitsikamma: Almoçamos no restaurante do parque, Cattle Baron, o mesmo de Skukuza (Kruger). Pedimos um Garlic Sirloin com salada e a comida estava ótima, total 274 rands.
Jeffrey’s Bay: Nossa vontade era jantar no The Greek mas quando chegamos lá a cozinha já estava fechada (apesar de ser antes do horário divulgado) então jantamos pizza no Debonairs. Duas pizzas, bebida e sobremesa por 225 rands.
Mossel Bay: Pelo TripAdvisor planejamos almoçar no Carola Ann mas chegando lá estava fechando (também era pra estar aberto de acordo com o horário). Procurando rapidamente no Google Maps e TripAdvisor encontramos o Kaai 4 Braai com muitos comentários bons, na orla do porto. Chegando lá não encontramos ele e ficamos conformados em ter que comer Fish and Chips que tinha por ali, mas em uma última tentativa encontrei uma entradinha que podia ser ele e era lá mesmo. O lugar é bem simples, chão de areia, você faz o pedido no balcão e espera na mesa. O dono muito atencioso fez questão de nos explicar o cardápio item a item e nos dar provas de ingredientes que não sabíamos o que era. Eles fazem um pão tradicional chamado roosterkoek feito no fogo e que acompanha todos os pratos. Eu pedi um roosterkoek com carne moída e minha esposa um peixe com salada. Os dois estavam ótimos! 140 rands + bebidas.
Stellenbosch: Aproveitamos o passeio na vinícola para almoçar no restaurante deles (Jordan Wine). Pedimos dois pratos de massa que estavam muito bem feitos e apresentados por 220 rands.

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Cardápio Kaai 4 Braai

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Roosterkoek + Mince + Salad

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Cape Town
Table Mountain

Eu ia colocar a visita na Table Mountain como um item de “Atrações” logo abaixo mas merece uma parte inteira só para ela.
A Table Mountain era o ponto alto (trocadilhos a parte) da nossa passagem por Cape Town. Estávamos muito animados para visitar, conhecer ela e se tudo desse certo, subir pela trilha até o topo e descer de teleférico. Não somos ativos, praticantes de trilhas, mas gostamos dessas coisas e achamos que seria legal.
Ainda no Brasil compramos o ticket de descida do teleférico pelo site oficial (150 rands por pessoa) já que todos os lugares diziam que as filas para comprar no local são imensas. Talvez isso seja verdade no verão, e não duvidamos já que vimos vários bancos colocados na área destinada para a fila, mas o que encontramos lá foi um lugar praticamente fantasma, com pouquíssimos turistas e sem nenhuma fila para nada principalmente por conta do inverno, do tempo frio e nublado.
Vale mencionar que o custo do ticket é para andar no teleférico e não para entrar na Table Mountain então quem sobe e/ou desce pela trilha não paga nada.
Em condições de tempo adversas, leia-se muito vento, o teleférico fica fechado. Durante nossa estadia monitorávamos todos os dias o site oficial (https://www.tablemountain.net) e quase sempre o teleférico esteve fechado durante o dia todo.
Finalmente no dia 19/junho, nosso último dia em Cape Town antes da volta para Joanesburgo no dia seguinte, o teleférico abriu de acordo com o site.
Nos arrumamos, pegamos um Uber e fomos até o ponto de partida da trilha Platteklip Gorge (pode ser encontrado pelo Google Maps como Platteklip Gorge Starting Point, fica 1,5km depois da estação do teleférico).
Existem várias trilhas na Table Mountain e a mais conhecida é a Platteklip Gorge. Decidimos ir por ela mesma já que é a mais conhecida.
A primeira metade dela é relativamente tranquila, com um misto de trechos quase planos e trechos com subidas. Depois da metade o bicho pega e é subida o tempo todo, muitas vezes precisando se apoiar com as mãos.
O tempo estava nublado e no começo da trilha ainda era possível ver parte da cidade entre as nuvens. Depois de certo ponto, como estávamos subindo, acabamos cruzando a camada de nuvens e só enxergávamos poucos metros a frente.
Depois de três horas de subida, frio (8 a 10 graus) e cansaço chegamos em um marco com um mapa das trilhas próximas que ficam lá em cima da montanha e indicando que a estação do teleférico estaria a 1km / 15 minutos de distância (agora já sem subidas). O problema é que não tinha nenhuma outra sinalização (placas, setas) e o tempo estava totalmente fechado. Fomos nos guiando pelo Google Maps até a estação, que com tempo aberto provavelmente seria ridículo de fácil de encontrar já que estávamos em uma grande pedra plana.
Vale mencionar que como a placa informa, o tempo pode mudar durante a sua subida e o teleférico parar de funcionar, então sempre tenha tempo (e força!) para voltar pela trilha se necessário. Estávamos com bastante medo de chegar e o teleférico ter fechado mas felizmente conseguimos descer por ele (sem ver NADA por causa da neblina).

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Início da trilha Platteklip Gorge

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Ainda no começo com cara de felizes sem saber o que viria pela frente

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Cidade encoberta pelas nuvens

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Tempo fechando…

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… e fechou.

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Um mirante no topo que deve ser belíssimo com tempo bom

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Descida com o tempo totalmente fechado, nessa foto estávamos dentro do teleférico já em movimento

Atrações
Chegamos em Cape Town com grandes expectativas quanto à cidade mas meio que nos decepcionamos. Provavelmente porque o tempo não estava legal, muito frio e chuva logo na nossa chegada, diferente daquelas fotos com sol paradisíaco que vemos na internet. Por conta disso não fizemos tantas coisas assim em Cape Town e acabamos aproveitando mais para descansar, ficando até mesmo um dia inteiro no Airbnb sem fazer absolutamente nada.

City Sightseeing: Compramos, ainda no Brasil, tickets para um dia no City Sightseeing que é aquele ônibus vermelho que circula por rotas específicas da cidade e você pode descer/subir onde e quando quiser.
Fizemos o passeio nele pelas duas rotas que ele oferece, ainda no primeiro dia pra termos uma noção dos principais pontos da cidade. Nós que sempre fomos contra esses passeios de turista e tal acabamos gostando bastante. Talvez estamos ficando velhos 😊

V&A Waterfront: De longe o lugar que mais fomos e gostamos durante nossa passagem pela cidade. Nada mais é do que a região do porto que aparenta ter sido reformada/renovada para atrair o público geral. Tem shopping, restaurantes bons, restaurantes simples, lojinhas de lembrança, roda gigante, aquário, museus.
Levávamos cera de 20 minutos de caminhada entre o Airbnb e o Waterfront então passamos por lá praticamente todos os dias, principalmente para almoçar, comprar lembranças e passear no shopping.

V&A Waterfront Food Market: Aqui é onde estão as comidinhas do lugar. É um grande galpão com vários quiosques/lojinhas, cada um vendendo um tipo diferente de comida. Hambúrguer, cerveja, comida natural, doces, café, smoothie, tinha de tudo. Existem mesas comunitárias dentro e fora (cuidado com as aves!) para comer as comidas compradas lá.

Victoria Wharf Shopping Centre: Um shopping pra ninguém botar defeito! Muitas lojas, opções de comida e até um mercado (Pick n’ Pay se não me engano) onde sempre comprávamos água e coisas para cozinhar na janta.

Green Market Square: Mercado de rua, ao ar livre, com várias barraquinhas vendendo artesanato. Fomos nele durante o passeio com o ônibus mas não gostamos muito. Muitas das coisas que vimos lá existiam também para serem compradas nas lojinhas do Waterfront com a vantagem de que no Waterfront as coisas tinham preço e no Green Market eles davam o preço de acordo com sua cara de turista. Acabamos comprando uma tela que achamos bonita por metade do preço originalmente pedido, pra terem uma noção de como as coisas funcionam por lá.

Old Biscuit Mill: Fomos em um dia de manhã com a intenção de passear, ver lojas e etc mas também não gostamos muito. É uma feirinha bem pequena e com itens bastante caros nas lojas. Nos pareceu um lugar moderninho, hipster. Tinha bastante opção de comida de barraquinha, cada uma de um país/parte do mundo.

Cape Town Science Centre: Fomos andando para o Science Centre a partir do Old Biscuit Mill. É um museu de ciências, com atrações aparentemente feitas para crianças em época de escola, mostrando como funciona a física, fluídos, ilusão de ótica, corpo humano etc. Tudo era muito interativo, deixando o visitante resolver um problema ou algo do tipo para depois explicar porque tal coisa acontece. É simples, voltado para as crianças, mas gostamos bastante de lá já que gostamos dessas coisas interativas. Entrada de 65 rands por pessoa.

Iziko Maritime Museum: Museu marítimo que fica no Waterfront. Eu não diria abandonado, mas é um lugar que é deixado para trás pelos turistas. Mostra a história da navegação, que é a base da formação de Cape Town. Tem MUITAS réplicas em uma escala grande de navios antigos, de guerra e de transporte geral (correio por exemplo) e conta a história de alguns desses navios, para o que eram usados e como foram afundados. Entrada de 20 rands por pessoa.

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Iziko Maritime Museum

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Árvores lutando contra o vento

Hospedagem
Ficamos em uma casa reservada pelo Airbnb. Assim como em Stellenbosch, fácil acesso, entrada privativa separada da casa principal, perto de restaurantes e 20 minutos do Waterfront, quarto bem equipado, cozinha com fogão, utensílios, máquina de lavar e secar. Pagamos R$1200 por seis noites.

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Airbnb em Cape Town

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Airbnb em Cape Town

Refeições
Cozinhamos em boa parte das vezes aproveitando a boa cozinha que tinha nosso Airbnb.
No nosso primeiro dia almoçamos no Al Forno do shopping (que tá mais pra galeria) Cape Quarter já que era próximo de onde devolvemos o carro alugado. Por dois pratos de macarrão e sobremesa pagamos 290 rands.
Almoçamos duas vezes no Food Market do Waterfront e as duas foram ótimas: Hungarian Bread (uma espécie de pão frito com a sua escolha de recheio por cima: parma, salmão, carne desfiada etc) +- 80 rands cada, e um hambúrguer que não me lembro o nome mas fica no segundo andar, por 160 rands.

Um dia que estávamos com preguiça de fazer qualquer coisa almoçamos em um restaurante mexicano bem perto do Airbnb chamado El Burro. Pagamos 300 rands por dois pratos e bebidas.

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Hungarian Bread com salmão

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