Volbeat: a única banda classificada como Elvis Metal

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Volbeat. Uma palavra. Uma banda. Um som inimitável. Uma incomparável abordagem da música.

Sim, as possibilidades são infinitas. E por que não deveria ser? Quando você tem uma banda mais do que disposta a quebrar barreiras na música e noções preconcebidas sobre estilos musicais você tem uma raridade ancorada por uma inebriante mistura de rockabilly, early rock & roll e metal unidos por uma mão de brilhantina e cordas calibre nove… uma maravilha dinamarquesa que fez o mundo do metal ficar de pé, tirando seus plugues de ouvido e removendo seus antolhos. O que você ouve e o que você vê te deixa com uma tatuagem musical – indelével, significativa e, mais importante, duradoura.

Pela primeira vez no Brasil em abril de 2018, Volbeat é recebido com coro e rodinha, sendo a única banda do estilo Heavy Metal ou melhor dizendo – Elvis Metal a se apresentar no Lollapolooza

Formada em Copenhague no ano de 2001, e atualmente composta pelo vocalista e guitarrista Michael Poulsen, pelo guitarrista Rob Caggiano, pelo baixista kaspar Boye Larsen  e pelo baterista Jon Larsen, Volbeat lançou cinco álbuns de estúdio e dois ao vivo, chegando ao topo das paradas ou recebendo discos de ouro e platina na Europa e Canadá. A década passada viu a banda aumentar de maneira consistente sua base de fãs com sua mistura única de estilo musical e shows consistentes. O Volbeat continua a casar Heavy Metal e Rockabilly, esfregando-os com um beijo de guitarras distorcidas em um Cadillac com amplificadores Marshall e com o tanque cheio de gasolina aditivada.

Como tudo começou? Bem, reza lenda que isto é o que teria acontecido se um primo em terceiro grau de Elvis tivesse saído da detenção juvenil, começasse a sair com Johnny Cash e Gene Vincent e a primeira coisa na qual colocasse as mãos fosse um álbum do Slayer. Ele iria cantar metal à la Volbeat e cara a cara com Michael Poulsen. E se você perguntar a Michael sobre suas influências você pode começar a acreditar na lenda.

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Dominus – Volbeat

“Eu penso que tudo tem a ver com o fato de que desde criança eu sempre realmente me interessei pelo velho rock & roll. Meus pais tocavam Elvis, Johnny Cash, Fats Domino, Chuck Berry, Little Richard… tudo música dos anos 1950 – eles tocavam isso o tempo todo, e geralmente minha família estava interessada em música, mas ninguém escrevia ou tocava – eles eram apenas ouvintes. Eu lembro de ouvir alguns velhos discos que pertenceram ao namorado da minha irmã. Ela tinha velhos vinis do Black Sabbath, Dio, bandas como essas, e do Metallica em seu início – Eu foi fisgado pela cena metal. Na escola, eu juntei alguns amigos e tentei montar uma banda de metal, mas parecia que eu era o único garoto 100% dedicado e sério. Então eu tive que procurar algo diferente.”

O resultado daquela primeira ruptura foi a formação da banda de death metal Dominus em 1991. Por quase uma década a banda conquistou grande respeito e fãs dedicados, lançando um single, duas demos e quatro álbuns, cada um deles diferentes em estilo – prenunciando coisas que estavam por vir. Michael observa, “Eu encerrei o Dominus mas eu tinha crescido e estava por minha conta, e comecei a deixar de lado as velhas canções de rock n’ roll com as quais eu cresci… e apesar do respeito e do nome do Dominus na Europa, eu senti falta de fazer algo novo.”

Recrutando os melhores músicos da Europa para embarcar em uma viagem pelo continente, o inovador e pioneiro Volbeat estava formado, mas com algo que quebra com as normas e o previsível, a estrada para o sucesso pode ser pavimentada com negativas e ceticismo, no entanto a banda não se conformaria com nada menos do que levar o pioneirismo de seu som para as massas.

O ano era 2000 e o motor do metal do século 21 estava prestes a ressoar, revirar e cair, embalar e correr. Poulsen lembra:

“Bem, fizemos um par de demos, espalhamos por aí e acabamos assinando com nossa primeira gravadora. Antes disso, lembro de quando estávamos oferecendo nossa demo aos selos e nos diziam “nós realmente gostamos dessa sua merda mas não sabemos quem vai comprá-la, então não podemos assinar com você”, mas nós continuamos a tocar alto, o público ficou cada vez maior e de repente estavam escrevendo sobre a gente em revistas underground e os últimos exemplares de nossa demo da primeira gravadora foram vendidos”.

Foram necessárias apenas 1000 cópias de sua fita demo “Beat the Meat” nas mãos dos futuros fãs, para que o Volbeat assinasse seu primeiro contrato de gravação pela Rebel Monster Records, o nome mais adequado para uma gravadora do Volbeat se só houvesse uma. O Volbeat lançou seu primeiro álbum, The Strength/The Sound/The Songs em 2005 com uma formação inicial que consistia de Michael Poulsen (vocais), Jon Larsen (bateria), Franz Gottschalk (guitarra) e Anders Kjølholm (baixo). O álbum foi um estrondoso sucesso na Dinamarca, alcançando o 18° lugar nas paradas, com saudações dos críticos aquele novo som, performances ao vivo que se tornaram legendárias e o ano culminou com The Strength/The Sound/The Songs faturando o prêmio de melhor álbum no Danish Metal Musik Awards 2005. Desde aquele primeiro lançamento, o Volbeat percorreu implacavelmente a Europa, sacrificou-se na música, dedicou sua paixão, desistiu de empregos, tudo com uma visão singular de que, às vezes, fazer as coisas de maneira difícil significa fazer da melhor maneira.

Essa perseverança valeu a pena dois anos depois, quando Rock the Rebel / Metal the Devil se tornou um enorme sucesso, alcançando o primeiro lugar na Dinamarca e caindo no gosto de Britney Spears e Bruce Springsteen. A posição #1 foi uma conquista, sendo a primeira e única banda de metal a alcançar o feito na Dinamarca, mais uma marca que colocou o Volbeat nos arquivos da história da música.

Alguns podem dizer que sua chegada à cena do Metal foi realmente cimentada por Rock the Rebel / Metal the Devil, que provocou uma explosão colossal na Europa e colocou o Volbeat no radar musical do planeta. Provando não era uma aberração, o álbum ficou no top 5 do ranking por cinco meses. Impulsionado por esta recepção, o Volbeat saiu em sua segunda turnê européia, ganhando ainda mais as páginas da história do metal.

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Volbeat e james hetfield (Metallica)

2007 foi um ano “vintage” para o Volbeat – eles abriram o Roskilde (um dos cinco maiores festivais da Europa) e contrataram Thomas Bredahl como substituto de Gottschalk na guitarra.

Olhando para trás, Michael lembra, “Foi realmente louco, de repente estávamos em todas as radios, tínhamos aquele hit “The Garden’s Tale” e, você sabe, entramos em uma longa turnê, e os lugares ficaram maiores, as multidões ficaram maiores e de repente estávamos nos apresentando para milhares de pessoas”.

Rapidamente se espalharam as notícias de que havia algo infundindo o cenário do metal europeu com um novo tipo de adrenalina harmoniosa e os fãs, críticos e os profissionais da indústria estavam atingindo um novo passo.

Como se isso não fosse suficiente, Lars Ulrich, membro fundador do gigante do metal, Metallica, ficou entediado e começou a fazer perguntas sobre o que estava fazendo sucesso na Dinamarca no momento e todos deram a mesma resposta: “Volbeat”.

Volbeat conseguiu a oportunidade de tocar na frente do Metallica e James Hetfield também se uniu ao crescente fã clube, dizendo a Michael depois de um show, “eu ouvi que você traduz um tipo de Elvis metal… eu amei!”

Tudo o que foi preciso foi uma troca de CDs em uma festa de lançamento e, algumas ligações transatlânticas depois, Volbeat de repente se viu abrindo shows para o Metallica em duas turnês mundiais. Em 2008, Volbeat lançou Guitar Gangsters & Cadillac Blood, seu terceiro álbum e o primeiro com o guitarrista Thomas Bredahl, que ficou no topo das paradas na Finlândia. Aquele ano também viu Volbeat em turnê pelos EUA com Nightwish e tocando para 400 mil de seus fãs mais próximos no maior festival a céu aberto da Europa, o Przystanek Woodstock.

Com o lançamento de Beyond Hell/Above Heaven, em 2010, que continua o enredo a partir de onde Guitar Gangsters & Cadillac Blood deixou. Paul disse: “era diferente, mas ainda verdadeiro ao estilo da Volbeat – tínhamos músicas rápidas e lentas. Nós ainda misturamos diferentes estilos de punk, rock’n’roll, rockabilly, metal, heavy metal, trash metal e country”. Michael Poulsen comenta, em referência ao músico convidado no álbum, “estou muito orgulhoso por ter esses homens comigo, afinal eles me inspiraram muito, por muito tempo”. Os artistas convidados incluíam lendas como Mark “ Mark “Barney” Greenway (Napalm Death), Michael Denner ( Mercyful Fate/King Diamond), Miland “Mille” Petrozza (Kreator), Henrik Hall – (Love shop), e Jakob Oelund (Taggy Tones).

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Volbeat Lollapalooza 2016

Críticos e fãs consideram Beyong Hell/Above Heaven como o álbum que abriu as portas para Volbeat e isso mostrou ao mundo do metal que rockabilly e metal poderiam ser combinados de uma maneira que deixa a indústria se perguntando: por que nunca fizeram isso antes? Mostrando o vocal atípico e incrível de Poulsen, o álbum se tornou um lançamento inspirador e Beyond Hell/Above Heaven já vendeu mais de 1 milhão de cópias. Com outra agenda de turnê implacável pela Europa e EUA, desde 2010 (incluindo paradas como no Download Festival e se unindo ao Metallica, Megadeth, Anthrax e Slayer, no Sonisphere Festival), Volbeat era tão intransigente como quando começaram… seu som sem igual é o resultado de uma banda com a coragem de levar a música ao limite, a individualidade não é muito vista no cenário musical, e uma verdadeira arte e talento. 2011 trouxe mais mudanças para a banda com a partida de Thomas Bredahl. Volbeat se comprometeu a tocar o resto da turnê de 2011-2012, enquanto os fãs aguardavam ansiosamente as novidades de quem seria o próximo guitarrista.

No começo de 2013, anunciaram que Rob Caggiano, antigo membro da Anthrax e produtor no novo álbum, estaria se unindo à banda. Refletindo seu tempo com a Volbeat, Caggiano diz, “tem sido incrível – finalmente posso fazer algo criativo e, com a Volbeat, tem mais espaço para tocar guitarra e se divertir, e é o que estou fazendo! Estou explorando um novo território, o que não acontecia antes. Os shows têm crescido cada vez mais, é impressionante; estar no palco é indescritível – mas cada show é como uma celebração”.

Volbeat-Das-Trips-Elvis-Metal-Heavy-02Agora, com o lançamento de Outlaw Gentlemen & Shady Ladies, o qual já vendeu mais de 300 mil cópias nos EUA, o quarteto dinamarquês recebeu sua primeira nomeação ao Grammy, na categoria “Melhor Perfomance de Metal”, por “Room 24” (com a participação de King Diamond) e venceu um Echo Award, da Alemanha, na categoria “Melhor Show Alternativo Internacional”. O repertório da banda agora se tornou marca na rádio Active Rock, consolidando sua relevância com seis singles consecutivos #1 no formato. O recente “Dead But Rising” atingiu o topo. Outlaw Gentlemen & Shady Ladies recebeu o certificado de platina em seu país natal, na Dinamarca, ao lado da Alemanha e Áustria, com vendas de ouro na Finlândia e Suécia, e certificado e ouro no Canadá.

Traduzido do inglês-Seal the Deal & Let’s Boogie é o sexto álbum de estúdio da banda dinamarquesa de heavy metal Volbeat. O álbum foi lançado em 3 de junho de 2016. É o primeiro álbum a não apresentar Anders Kjølholm, que saiu em novembro do ano anterior.

A banda já vendeu mais de 2 milhões de álbuns e isso prova que o som da Volbeat é mais do que uma fusão, é uma antítese sônica às tendências do metal e rock. É uma “hot rod” musical rebelde com guitarras pesadas, baixo latente e batidas da bateria implacável que te pega de jeito com uma piscadinha e diz “agora escuta isso!”. A Volbeat provou, mais uma vez, que seu talento é marcado por um estilo indefinível e uma atitude que toca o seu rebelde interior, pega ele pelo pescoço e o leva para uma viagem pela nova estrada… direto para uma reverberação anacrônica que coloca uma volta, muito necessária, na música de hoje… modificada para uma corrida linear ao topo.

Volbeat é uma ótima banda como trilha para sua viagem de Mochilão.

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