Russia: 6 programas indispensáveis para fazer durante a copa do mundo

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1. Balé, concerto e circo

Em Moscou, o principal palco do balé é o Teatro Bolshoi – bolshoi significa grande. Fundada em 1776, a escola/teatro recebeu clássicos como O Lago dos Cisnes, de Tchaikovski. Em 2002, um novo edifício foi inaugurado ao lado do antigo, aumentando a oferta de espetáculos. Para assistir a um, porém, é preciso comprar com antecedência no site.

O teatro histórico de São Petersburgo, também do século 18, é o Mariinsky, com óperas, concertos e balés.

Já o circo, outra tradição russa (e ainda com animais) tem apresentações em Moscou (greatcircus.ru ou circusnikulin.ru) e em São Petersburgo (circus.spb.ru).

Balé do Teatro Bolshoi. Foto: Sergei Karpukhin/Reuters

2. Tour guiado, ao seu modo

Descobrir lugares sozinho é muito legal, mas fazer passeios com guia traz informações curiosas que você jamais saberia por conta própria – ainda mais sem saber ler em russo. Em São Petersburgo, por exemplo, eu passei uma manhã na companhia da guia Nádia Khristova, que me deu novas informações até sobre lugares que eu já tinha visitado. E o melhor: em português.

Há também os tours a pé, que mostram o básico das cidades no esquema “pague quanto puder”. Em Moscou, moscowfreetour.com e freetourmoscow.ru; em São Petersburgo, petersburgfreetour.com e freetour.com/st-petersburg.

Outra opção na capital é reservar um passeio da plataforma Experiences do Airbnb: há desde tours a pé – mais em conta do que os oferecidos por agências locais – até aulas para aprender a pintar ovos de Páscoa. Não precisa estar hospedado na plataforma para reservar.

Os tradicionais ônibus hop on hop off estão em Moscou, São Petersburgo e Kazan: city-sightseeing.com, de US$ 17 a US$ 25.

Guia explica detalhes da decoração do Peterhof. Foto: Bruna Toni/Estadão

3. Comprinhas econômicas

Se você é do time que adora pechinchar e tem uma longa lista de presentes de viagem, considere o mercado Izmaylovskiy, em Moscou, a sua meca. Com um catálogo infindável de souvenirs, as chances de sair de mãos abanando do centro comercial são nulas. A ressalva: distante do centro da cidade, fica a 40 minutos de metrô da Praça Vermelha.

Ainda em Moscou, as ruas Arbat e Tverskaya são boas  para quem têm pressa – com preços condizentes à localização. Em São Petersburgo, a Avenida Nevsky é boa para compras (e para restaurantes, leia mais abaixo). Os preços, de maneira geral, não variam muito entre as lojas. Na Kalinka, encontre boa oferta de produtos, com joias, matrioshkas, ímãs de geladeira, roupas e objetos sacros, e seja recepcionado na entrada com uma dose de licor de mirtilo ou chá.

Matrioshkas da loja Kalinka, em São Petersburgo. Foto: Bruna Toni/Estadão

4. Cardápios raiz

Muitos se questionam sobre qual tipo de comida é servida à mesa russa. Pois quem frequentar os restaurantes do país de dimensões continentais poderá ter uma certeza: vai ser comida russa, de raiz e saborosa. Ocorre que desde o fim da União Soviética, os restaurantes voltaram a prestar atenção na sua oferta local e atualizaram os cardápios com receitas típicas.

Caso do luxuoso moscovita White Rabbit, eleito, em 2017, um dos melhores do mundo pelo aclamado ranking The 50 Best. Casas com preços mais acessíveis também seguem essa linha, como o MyMy (lê-se MuMu, como o mugido da vaca), que trabalha com bufê de porções.

Ainda na capital, visite o simples e autêntico Cheburechnaya CCCP, um café-restaurante com orgulho de suas origens, e experimente o chebureki, típico pastel russo; para comer, faça como manda a tradição: use as mãos e nada mais. No georgiano Kashapuri, a experiência gastronômica na capital estará completa. Agradável e descolado, tem menu bilíngue e pratos que esbanjam queijo borbulhando.

Em São Petersburgo, aposte na Avenida Nevsky, um point culinário com casas de preços bem variados e ótimos fast-foods como o Teremok, com vasto cardápio de panquecas (as famosas blinis). O The Repa, ao lado do Teatro Mariinsky, é onde artistas e espectadores se encontram – nas paredes, autógrafos de quem já se apresentou no teatro histórico.

The Repa, restaurante perto do Teatro Mariinsky. Foto: Bruna Toni/Estadão

5. Noites Brancas

Entre os meses de junho e julho, as ruas de São Petersburgo e a orla do Rio Neva são tomadas por milhares de pessoas. E não é só por causa das temperaturas mais agradáveis. Nessa época, o sol demora longas horas para se pôr completamente, deixando o céu ainda claro apesar de o relógio sinalizar que a noite chegou. O fenômeno, conhecido como Noites Brancas, é um convite para fazer como os locais: bater perna até tarde, aproveitando a madrugada com ares de fim de tarde e a extensa programação de atividades culturais. Imagina na Copa.

Nessa época, o Teatro Mariinsky realiza performances ao ar livre, chamadas de Estrelas das Noites Brancas (compre ingressos com antecedência). Há ainda o festival das Velas Escarlates (23 de julho), com fogos de artifício e música. A tradição se refere a uma lenda de amor perdido – um veleiro desfila pelo Neva e o  ponto alto é o momento em que as velas são içadas.

Não faltam motivos para ficar em São Petersburgo durante as Noites Brancas. Foto: Jamis Hill/The New York Times

6. Imersão na Guerra Fria

Quem circula despretensiosamente pelos arredores da estação de metrô Taganskaia, em Moscou, pode não perceber. Mas ali, a uma profundidade de 65 metros (aproximadamente 18 andares), está localizado um bunker da época da Guerra Fria. Com construção finalizada em 1956, o Bunker-42 serviria para abrigar o gabinete oficial de Josef Stalin caso Moscou sofresse um bombardeio. Morto três anos antes, o mais famoso líder da extinta União Soviética não viveu para ver o esconderijo subterrâneo pronto – nem para apertar o temido “botão vermelho” que acionaria a bomba nuclear russa. Desde 2006, funciona no local o Museu da Guerra Fria (bunker42.com). O acesso é feito pelo subsolo de uma casa do século 19. Através de corredores apertados, escadarias intermináveis e salas secretas decoradas com mobiliário original, o visitante vivencia a tensão de um confronto iminente. Entre as atrações estão a simulação de um ataque aéreo, um exemplar da primeira bomba nuclear do país e a possibilidade de manusear roupas e armas.

Bunker-42 em Moscou Bunker-42
Fonte: estadão 

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